O fácil erro de rejeitar a política

20160317_191231“O gado que chega primeiro ao córrego bebe água limpa”, já dizia um ditado dos tempos antigos. Parece que essas e outros tradicionais provérbios populares se encaixam bem na atual situação política do Brasil e no comportamento dos parlamentares e partidos. Em tempos de impeachment, quem agora se afasta do governo aposta em benesses futuras e, mais, em desvincular-se de toda forma da aliança que um dia praticaram com o Partido dos Trabalhadores (PT) e dela se beneficiaram.

A terrível legião de políticos sem princípios tem uma característica em comum: corre para o poder como a água do rio corre para o mar. Desconhecem valores e princípios. São totalmente escravizados pela sedução do mandar e pelas facilidades dele decorrentes.

Essa fonte insalubre jamais secará enquanto a população não for conscientizada da grande responsabilidade que é votar. Terrivelmente, milhões de brasileiros vendem seus votos, aproximando-se de políticos que lhes oferecem metades de migalhas. Um escambo vergonhoso, abusivo, criminoso. Para os dois lados que o praticam.

A situação fica ainda mais preocupante porque entre muitos homens e mulheres de bem, onde esse comércio eleitoral não existe, impõe-se a descrença na política, que leva à inação ou, pior à rejeição. Ora, como poderão brotar e desenvolver-se agentes de mudança se as pessoas que gostariam de ver algo diferente não apoiam os poucos quem têm a intenção de praticar o bem comum e a coragem para disponibilizarem seus nomes e encararem todo o tipo de dificuldade?

É muito urgente que as pessoas de bem comecem a se organizar e fortalecer iniciativas políticas que pensem no bem comum. É muito importante que tirem um pouco do seu tempo e façam campanha para novas gerações de candidatos, principalmente os que nunca tiveram chance de exercer um mandato. Geralmente, esses políticos não têm estrutura financeira para divulgar adequadamente suas ideias e, com a sua colaboração, podem crescer e surpreender na corrida eleitoral.

Considerando essas eleições de 2016, onde os brasileiros escolherão prefeitos e vereadores, penso que seja oportuno aos cidadãos assumir esse papel de dar importância ao processo político e apoiar pessoas que nunca foram eleitas. Seria como uma mão providencial, que vai ajudar a oxigenar nossas lideranças e resgatar a esperança por dias melhores para o nosso país.

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